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Dicas
Verdades e mentiras sobre a amamentação

As vantagens do aleitamento materno têm sido amplamente divulgadas, mas ainda existem muitas crenças sobre o assunto que atrapalham a prática da amamentação. Assim, a médica pediatra do Centro Clínico Peruíbe, coordenadora do Programa de Aleitamento Materno e do Banco de Leite Humano de Peruíbe, Dra. Ana Maria Calaça Prigenzi, esclarece algumas questões que preocupam as mães.

Existe Leite Fraco?

Segundo a pediatra, o leite materno é rico em todos os nutrientes, vitaminas e sais minerais que o bebê precisa. Além disso, contém substâncias que o protegem contra várias doenças: as chamadas imunoglobulinas, elemento que não existe em nenhum outro leite. A médica esclarece, ainda, que a cor do leite não altera a sua qualidade.

Tenho pouco leite

A médica do Centro Clínico Peruíbe explica: “ao dar a luz, o primeiro leite que surge é o colostro. Embora pareça ralo e em pouca quantidade, é o ideal para o bebê nos primeiros dias de vida.”

De acordo com a Dra. Ana Maria, o colostro é a primeira vacina que o recém-nascido recebe. Segundo ela, com o passar dos dias, conforme as necessidades da criança, a quantidade e a composição do leite se alteram e se adequam, mostrando o quanto a natureza é sábia.

Nesse sentido, a pediatra destaca que a ansiedade materna e do núcleo familiar podem influenciar na saída do leite da mama. Para facilitar a amamentação, ela dá uma dica para uma situação que as mães podem encontrar: “se o bebê dorme muito, devemos acordá-lo e amamentá-lo mais vezes. Junto com isso, a tranqüilidade da mãe e o apoio da família ajudarão na quantidade e qualidade do leite. Assim, deixe o pediatra e a balança darem mais segurança a você e procure relaxar na hora de amamentar.”

Choro

A Dra. Ana Maria declara que o choro pode significar o grande empecilho para a amamentação, no entanto deve-se procurar entender melhor o que ele quer dizer. “Ao nascer, o choro é a única forma de comunicação do bebê. Quando ele chora, devemos transmitir calma, paciência e verificar alguns sinais: fraldas sujas, roupas apertadas, quentes ou leves demais são os primeiros detalhes que devemos prestar atenção.”

A tranqüilidade materna é outro ponto fundamental: “novamente aqui o núcleo familiar tem influência, pois um ambiente com harmonia deixa o bebê mais calmo e seguro”, destaca a pediatra.

A médica aponta a cólica como outro motivo para o choro, que também deve ser encarada com tranqüilidade, pois faz parte do desenvolvimento natural do intestino do bebê, significando que não devemos oferecer medicamentos, afinal ela melhora a partir dos três meses de idade: “é muito importante dar conforto, segurança e acolhimento para o bebê não se agitar quando sente cólica.”

Tamanho da mama

De acordo com a Dra. Ana Maria, o tamanho da mama não reflete a quantidade de leite existente: “todas nós produzimos a quantidade suficiente para o nosso bebê”, afirma.

Cirurgia plástica

A médica conta que atualmente existem técnicas que não prejudicam os ductos (canais) que levam o leite para o bebê. Desse modo, a cirurgia plástica não interfere na quantidade e na qualidade do leite materno.

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