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Câncer de Mama: sintomas diagnóstico e prevenção

*Por: Dra. Clareana Ghiraldini Geraldes (CRM 150128)

O câncer da mama é o que mais acomete as mulheres em todo o mundo e é considerado a segunda causa de morte feminina no Brasil. Estima-se que a doença será responsável por mais de 50.000 novos casos até o fim do ano.
 
Mas o que é o câncer de mama? É uma multiplicação de células anormais da mama, que forma um tumor inicialmente que pode acometer outros órgãos. Há vários tipos de câncer de mama. A maioria dos casos tem boa resposta ao tratamento, especialmente quando diagnosticado e tratado no início.
 
O Outubro Rosa é o mês de conscientização e combate ao câncer de mama, campanha de âmbito mundial, priorizando a prevenção e a detecção precoce da doença. Na década de 1990, a instituição Susan G. Komen for The Cure realizou a primeira Corrida pela Cura, em Nova York, e distribuiu um laço cor de rosa para todos os participantes simbolizando a ação que, desde então, acontece anualmente.
 
O sintoma mais comum da doença é o aparecimento de nódulo nas mamas, geralmente não associado à dor, outros sintomas suspeitos que devem ser investigados são alterações que levam a pele da mama a apresentar característica de “casca de laranja”, inversão do mamilo, vermelhidão e saída de secreção espontânea por um dos mamilos. A secreção mamilar associada ao câncer geralmente é transparente, podendo ser rosada ou avermelhada.
 
A história familiar de câncer de mama (principalmente em parentes de primeiro grau antes dos 50 anos), obesidade, ingestão de álcool, mesmo que em quantidade moderada, são importantes fatores de risco de desenvolvimento do câncer de mama.
 
O Ministério da Saúde preconiza um rastreamento, a partir dos 50 anos e para os casos de risco, acima dos 35, com mamografia anual. A sociedade brasileira de Mastologia orienta a realização do exame a partir dos 40 anos.
 
A mamografia é o exame de imagem mais efetivo para o rastreamento do câncer de mama, segundo estudo publicado recentemente pelo British Journal of Cancer, é possível evitar 1.121 mortes a cada 100 mil mulheres, entre 50 a 74 anos, rastreadas pelo exame.
 
Na medida em que as ações de rastreamento forem ampliadas e de acessibilidade à população, espera-se o diagnóstico precoce, antecedendo os sintomas já relatados, o que ampliará assim as possibilidades de intervenção com chances de cura.
 
Além da mamografia deve-se orientar as mulheres que realizem a auto palpação das mamas sempre que se sentirem confortáveis como por exemplo no banho ou no momento da troca de roupa.
 
É importante que a mulher procure orientações médicas com especialistas sempre que houver dúvida em relação aos achados da auto palpação das mamas e ou sintomas, assim como é dever dos profissionais de saúde estimularem as mulheres a participar das ações de detecção precoce do câncer de mama.
 

*Dra. Clareana Ghiraldini Geraldes é ginecologista e obstetra. 

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